Posições15 out 2026
Nova cooperação regional acelera a transição energética na América Latina e no Caribe
O lançamento de um novo mecanismo de cooperação regional, conduzido com apoio da IRENA, amplia o espaço de coordenação entre os países da América Latina e do Caribe para acelerar a transição energética. A iniciativa surge em um contexto de fragmentação regulatória e de infraestrutura que historicamente limitou o aproveitamento do potencial renovável da região. Ao articular governos, agências e instituições financeiras em torno de uma agenda comum, o arranjo cria condições para destravar projetos de integração elétrica, descarbonização e atração de capital. Para a ALAGER, a cooperação institucional é um dos pilares menos explorados do debate energético regional e tende a ganhar protagonismo à medida que os países buscam escala e previsibilidade em suas políticas de transição.
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Inteligência15 out 2026
Custo do hidrogênio verde em queda reforça a competitividade do Brasil no médio prazo
Novas projeções indicam que o custo do hidrogênio verde no Brasil deve manter trajetória de queda, ampliando a viabilidade econômica da cadeia no médio prazo. O país reúne condições estruturais favoráveis — matriz elétrica de baixo carbono, abundância de recursos eólicos e solares e base industrial diversificada — que o posicionam entre os potenciais fornecedores mais competitivos do mercado global. A evolução dos custos, segundo o levantamento, depende de fatores como escala dos projetos, acesso a financiamento e definição de marcos regulatórios de certificação. Para a ALAGER, a consolidação do hidrogênio verde como vetor exportador exige coordenação entre política industrial, infraestrutura portuária e acordos de certificação com mercados consumidores, agenda que ainda demanda atenção dos formuladores de política na região.
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Regulação12 out 2026
Reformas do setor elétrico aceleram a transição renovável no Brasil
O Brasil avança em uma agenda de reformas do setor elétrico que deve acelerar a participação das fontes renováveis na matriz, segundo análise da GlobalData. As mudanças em discussão — abertura do mercado livre, revisão dos mecanismos de contratação de energia e modernização da regulação da transmissão — reduzem incertezas regulatórias e ampliam a previsibilidade para investidores de longo prazo. Como maior mercado de energia da América Latina, o Brasil tende a funcionar como referência: os ajustes adotados aqui costumam orientar as discussões regulatórias dos países vizinhos. Para o setor, o desfecho das reformas pode destravar um novo ciclo de projetos eólicos e solares de grande porte, com efeitos sobre toda a cadeia regional de suprimentos e financiamento. A ALAGER acompanha a agenda regulatória brasileira com atenção, por entender que regras estáveis e a abertura gradual do mercado são condições centrais para o aprofundamento da integração energética na região.
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Mercado12 out 2026
Peru atrai aposta de US$ 420 milhões em armazenamento de energia
O setor elétrico peruano registra um movimento relevante: uma aposta de US$ 420 milhões em projetos de armazenamento de energia, sinalizando o amadurecimento do mercado para além da geração solar e eólica. Segundo fontes do setor, a entrada de capital em sistemas de baterias no Peru reflete a busca por flexibilidade e confiabilidade da rede em um país que amplia rapidamente sua capacidade renovável. O armazenamento é hoje o elo que faltava para dar firmeza à geração intermitente e reduzir a dependência de térmicas nos horários de ponta. Para a América Latina, o caso peruano reforça uma tendência regional: após o ciclo de expansão eólica e solar, o investimento se desloca para a infraestrutura que garante a integração segura dessas fontes. A ALAGER vê no avanço do armazenamento um vetor estratégico para a confiabilidade dos sistemas elétricos da região.
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Mercado12 out 2026
Genneia amplia o financiamento verde à transmissão na Argentina
A Genneia, principal geradora de energia renovável da Argentina, passou a incluir ativos de transmissão em seu arcabouço de financiamento verde, segundo informações do setor. O movimento amplia o escopo dos instrumentos sustentáveis — antes concentrados em projetos de geração eólica e solar — para a infraestrutura de rede, peça essencial para escoar a crescente capacidade renovável do país. A decisão ocorre em um contexto de recuperação do apetite por investimentos na Argentina e sinaliza que o financiamento verde amadurece, deixando de se limitar à geração para alcançar o sistema elétrico como um todo. Para a América Latina, trata-se de um precedente relevante: incorporar a transmissão ao financiamento sustentável pode destravar recursos para um dos principais gargalos da transição energética regional. A ALAGER acompanha o caso como exemplo de como instrumentos financeiros inovadores podem acelerar a expansão da infraestrutura necessária à integração.
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