Associação Latino-Americana de Energia RenovávelFundada em 2018 · Sede em São Paulo, Brasil
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Regulação25 de junho de 2026 · 5 min de leitura

Brasil aprova marco regulatório e prepara primeiro leilão de armazenamento de energia

O país se junta ao Chile como pioneiro na América Latina em armazenamento em escala de rede. Investidores se mobilizam, mas alertam para riscos regulatórios e de financiamento de longo prazo.

IMAGEM · REGULAÇÃO · 16:9

O Brasil deu um passo decisivo para a modernização do seu setor elétrico ao aprovar o marco regulatório que viabiliza os primeiros leilões de armazenamento de energia em baterias (BESS), previstos para o segundo semestre de 2026. A nova regulamentação, construída ao longo de 18 meses de consultas públicas conduzidas pela ANEEL, define critérios técnicos para participação de sistemas de armazenamento nos leilões de capacidade, incluindo requisitos de potência mínima, tempo de descarga e localização estratégica na rede de transmissão. Investidores internacionais já se mobilizam para o certame, atraídos pelo tamanho do mercado brasileiro e pela complementaridade com as fontes solar e eólica — que, embora abundantes, são intermitentes. O armazenamento resolve um dos principais gargalos da matriz renovável: a falta de despachabilidade. Com baterias, a energia gerada durante o dia pode ser deslocada para o horário de pico noturno, reduzindo a necessidade de acionamento de termelétricas a gás. No entanto, fontes do setor alertam para riscos regulatórios que ainda precisam ser endereçados. O principal deles é a ausência de um mecanismo de contratação de longo prazo específico para armazenamento — os contratos atuais foram desenhados para geração, não para serviços de potência. A experiência do Chile, que já realizou leilões de armazenamento com contratos de 15 anos, serve de referência. A ALAGER acompanha o tema por meio de seu grupo técnico de regulação e publicará uma nota técnica nas próximas semanas.

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