Transmissão se consolida como vetor central dos investimentos em energia na América Latina
A capacidade de escoar energia — e não mais a disponibilidade de sol ou vento — começa a definir onde o capital energético se instala na América Latina. Análises recentes do setor mostram que a infraestrutura de transmissão se tornou o gargalo decisivo para novos projetos, reordenando a geografia dos investimentos e elevando o peso do planejamento de rede na viabilidade dos empreendimentos. O fenômeno ajuda a explicar o interesse maciço por armazenamento e por leilões de capacidade: diante de redes congestionadas, a flexibilidade passa a valer tanto quanto a geração. Para a ALAGER, a lição é clara: países que tratarem a transmissão como política de Estado, com planejamento de longo prazo e regras claras de conexão, capturarão a próxima onda de investimentos; os demais verão projetos viáveis encalharem na fila de acesso.
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